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Por que combater a desinformação também é papel da escola?

Vivemos em uma sociedade onde a informação se propaga de forma muito rápida. Em poucos segundos, notícias, opiniões e conteúdos produzidos por inteligência artificial alcançam milhares de pessoas. Mas, junto com o acesso ampliado ao conhecimento, cresce também um desafio urgente: a desinformação.



Nesse cenário, educar deixou de significar apenas transmissão de conteúdos. Formar cidadãos hoje implica desenvolver competências para analisar, interpretar, verificar e produzir informações de forma crítica. Dessa forma, o enfrentamento às fake news e à desinformação tornou-se uma responsabilidade compartilhada, sendo a educação um dos principais pilares para esse desafio.


A alfabetização midiática, conceito defendido por organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), propõe justamente isso: desenvolver habilidades para compreender como as informações são produzidas, quais interesses podem estar por trás delas e como consumi-las de maneira ética e consciente. 


Os efeitos da desinformação ultrapassam a política ou o ambiente digital. Narrativas falsas impactam decisões em diferentes esferas da sociedade, influenciando escolhas individuais e até debates públicos.


Por isso, debater informação em sala de aula significa promover cidadania.


Para o Professor Guilherme Di Angellis da Silva Alves doutor em Comunicação pela Universidade de Brasília - UNB "o papel da educação deixa de ser a mera proibição do uso do celular e passa a ser a emancipação do cidadão. Ao debater o ecossistema digital em sala de aula, os professores ajudam os jovens a identificar as armadilhas emocionais das fake news e a compreender como os seus próprios dados são mercantilizados. É uma pedagogia que empodera a sociedade para que ela não seja jogada na engrenagem da desinformação, promovendo a autonomia, a justiça social e o fortalecimento de uma democracia real na era das redes", declara.


Mais do que adaptar a escola ao mundo digital, trata-se de fortalecer uma cultura informacional consciente: formar sujeitos capazes de usar a informação com responsabilidade, autonomia e senso crítico.


Em tempos de excesso de dados e escassez de reflexão, formar para informar talvez seja uma das missões mais urgentes da educação contemporânea.

Comprometido com a formação crítica e a transformação social, o Instituto Kaplun desenvolve cursos e iniciativas educacionais que fortalecem competências em educação midiática, cidadania digital e análise consciente da informação, contribuindo para o enfrentamento da desinformação em diferentes contextos sociais.


Como a educação pode contribuir para transformar o consumo passivo de informações em uma prática consciente, crítica e responsável? Compartilhe sua opinião.


Para aprofundar essa jornada, conheça os nossos cursos, workshops e palestras, acesse aqui: neste link para maiores informações.


Débora Vasconcelos


Assessora de Comunicação


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